Pedra nos rins

Nefrolitíase

A maioria dos cálculos surge nos rins (cálculo renal ou nefrolitíase), mas podem se formar em qualquer nível do sistema urinário.
Homens são mais afetados que as mulheres e a idade de pico ocorrem entre os 20 e 30 anos.
Erros inatos do metabolismo como gota, cistinúria e hiperoxalúria, são exemplos de doenças hereditárias caracterizadas pela produção e excreção excessiva de substâncias formadoras de cálculos.

Causa e Patogênese:
Há quatro tipos principais de cálculos:

Oxalato de cálcio e fosfato (70%)
Fosfato – Magnésio – Amônio (Estruvita ou Triplo) (15-20%)
Ácido úrico (5-10%)
Cistina (1-2%)

Cálculos de Oxalato de Cálcio:
5% – Associado à hipercalcemia e hipercalciúria, causados por hiperparatireoidismo, doença óssea difusa, sarcoidose ou outros estados hipercalcêmicos.
55% – Apresentam hipercalcinúria sem hipercalcemia. Causado por vários fatores, sendo alguns deles a reabsorção de cálcio a partir do intestino (hipercalciúria absortiva), o comprometimento na reabsorção tubular renal de cálcio (hipercalciúria renal) ou hipercalciúria de jejum idiopática.
Até 20% – Causada pela secreção aumentada de ácido úrico, com ou sem hipercalciúria.

Cálculos de Fosfato – Magnésio – Amônio:
Formados após infecções por bactérias clivadoras de uréia, que convertem a uréia em amônia. A urina resultante causa a precipitação dos sais de fosfato – magnésio – amônio. São cálculos coraliformes, pois ocupam grande parte da pelve renal.

Cálculos de Ácido Úrico:
Comuns em pacientes com hiperuricemia, como na gota, e em doenças que envolvem um rápido turnover celular, como as leucemias. Em outros casos de cálculos de ácido úrico acredita-se em uma tendência à secreção de urina com pH abaixo de 5,5 ocorrendo uma predisposição de formação desses cálculos, já que o ácido úrico não é insolúvel em urina relativamente ácida.

Cálculos de Cistina:
Causados por defeitos genéticos na reabsorção renal de aminoácidos, incluindo a cistina, levando à cistinúria.

Fatores que Causam Cálculos:
Concentração aumentada dos constituintes dos cálculos
Alterações no pH urinário
Volume urinário diminuído
Presença de bactérias que influenciam a formação de cálculos

Muitos cálculos ocorrem na ausência desses fatores, portanto foi postulado que a formação de cálculos deve-se pela deficiência em inibidores da formação de cristais na urina.
Morfologia:
Na maioria dos pacientes os cálculos são unilaterais. Os locais mais favoráveis à sua formação são dentro dos cálices e pelves renais e na bexiga. Freqüentemente muitos cálculos são encontrados nos rins. Ocasionalmente o acréscimo progressivo de sais leva ao desenvolvimento de estruturas com ramos conhecidos como cálculos coraliformes, que criam um molde no sistema pélvico e caliciano.

Quadro Clínico:
Os cálculos são importantes quando causam obstrução urinária ou produzem ulceração e sangramento.

Cálculos Menores: Podem passar pelos ureteres, produzindo uma dor referida como cólica, assim como uma obstrução ureteral.

Cálculos Maiores: Não penetram nos ureteres e têm maior probabilidade de permanecerem silenciosos na pelve renal. Manifestam-se inicialmente por hematúria.

Tratamento:
O cálculos renais podem ser observados e removidos com um nefroscópio, um instrumento introduzido por uma pequena incisão.
Outra técnica utilizada é a litotripsia que concentra uma onda de choque através do corpo que quebra o cálculo em pequenos fragmentos eliminados com a urina.